sobre as pipas
borboletas de papel
são só o sonho que todo menino tem de voar...
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
depois de tanto ouvir, encantada, conversas de um pescador meio latino que caiu nas redes currais-novenses em um domingo "pé de cachimbo"
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
sobre um inesperado convite...

certo dia recebi de um amigo "virtual" um carinhoso e-mail onde me convidava para dançar e, ao mesmo tempo, perguntava-me onde eu de fato morava... assim o respondi!
ah... claro que aceito sim dançar contigo! só terá que ser um pouquinho paciente, é que faz tempo que dancei, então...
oi? não, não... moro um pouquinho longe daqui! só um pouquinho!
lembro que quando eu era pequena, às vezes ouvia minha mãe dizer que morávamos onde judas perdeu as botas e, já outras vezes, era a vizinha que com peso na voz dizia que ali era onde o vento fazia a curva... bem, ou minha mãe e minha vizinha sofriam de algum problema de "localização espacial" ou eu não era muito boa de investigação... é que gastei tempos de minha infância procurando as tais botas e o que encontrei pelos tortos caminhos foram passos perdidos de algum menino crescido procurando pipas entre as pedras, risos de meninas confidenciando as tais primeiras descobertas, lágrimas bem escondidinhas debaixo de uma algaroba deixadas por um menino que havia nascido para a poesia...
ops! desculpe! pisei no teu pé, não foi? desculpe...
sim! e quanto a famosa esquina onde o vento fazia a curva... bem, o que encontrei mesmo foi um monte de bêbados demarcando território, assim mesmo como os cachorrinhos costumam fazer...
é aí mesmo onde moro!
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
ainda em pequenos instantes de languidez...
quero pintar a solidão de meus dias de branco
e pendurá-la no varal mais alto de minha casa
pra gritar ao mundo um pedido de paz
:
chega coração!
foto: angélicade bater entristecido
apertado
dolorido
minha alma agora é morada de um novo amor
e se perfuma inteira só pra vê-lo chegar
com aquela cara de menino perdido
de cachorro pidão
de bicho no cio
só ontem
troquei três vezes de vestido
precisava ter certeza que cor se parecia mais comigo
:
o preto, não parecia!
lembrava dor luto partida...
o amarelo, vixe maria!
encandeava quando se misturava as cores de minha alegria!
vesti então, o vermelho
coloquei sapato preto
escarlateei a boca e pronto!
estávamos nós
eu e minha alma
confusas em meio a vermelhidão das chamas de tanta paixão
...
"nocturne" foto de angélicaé sempre uma grande festa quando o amor retorna ao meu coração!
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