sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

um "poeminha" mais antiguinho...



foto: joão silva (klictossan.blogspot.com)

hoje à noite
lua redonda
céu sem estrelas

pensei por um instante
o céu um imenso tanque
e lá no fundo
um pontinho claro
a lua
a tampa do ralo
deus
lavador de muitas datas
cansado de lavar homens
esfregar defeitos
alvejar almas
decidiu tirar umas férias
e puxou a lua do ralo
:
lá se foi o imenso céu
descendo de ralo abaixo

7 comentários:

J.R. Lima disse...

Bonita história.

deve ser por isso que tantas almas andam tão deslavadas...

O Renascimento da Vênus - Mamafrei disse...

O céu das "imperfeições" que torna a "sujeira" do homem humana, escorreu pelo lua-ralo e lá , por trás dela, suas almas dez x lavadas estendidas no varal da “perfeição”, de tão cândidas refletem a luz da lua a cada noite de lua nua...porém tem vezes que seus reflexos não são apenas prateados, mas também azuis , vermelho-alaranjados...tentam colorir o obscuro de nossas almas recheadas de paixão e ligeiramente amuadas de tanto ouvir um não!

tossan disse...

Muito bacana o seu slide! Belo poema, forte e bem real! Bj

Oliver Pickwick disse...

Muito original. Por sinal, esta a é sua marca.
Bom vê-la outra vez.
Um beijo!

Mulher na Janela disse...

acho lindo esse poema, Lu!
menina, mulher, de lua vestida!

te amo!

rolou disse...

Interessante...
Liga prá mim !!!
Estou em Recife !!!

rolou disse...

Gostaria de te conhecer...
92197632