
certo dia recebi de um amigo "virtual" um carinhoso e-mail onde me convidava para dançar e, ao mesmo tempo, perguntava-me onde eu de fato morava... assim o respondi!
ah... claro que aceito sim dançar contigo! só terá que ser um pouquinho paciente, é que faz tempo que dancei, então...
oi? não, não... moro um pouquinho longe daqui! só um pouquinho!
lembro que quando eu era pequena, às vezes ouvia minha mãe dizer que morávamos onde judas perdeu as botas e, já outras vezes, era a vizinha que com peso na voz dizia que ali era onde o vento fazia a curva... bem, ou minha mãe e minha vizinha sofriam de algum problema de "localização espacial" ou eu não era muito boa de investigação... é que gastei tempos de minha infância procurando as tais botas e o que encontrei pelos tortos caminhos foram passos perdidos de algum menino crescido procurando pipas entre as pedras, risos de meninas confidenciando as tais primeiras descobertas, lágrimas bem escondidinhas debaixo de uma algaroba deixadas por um menino que havia nascido para a poesia...
ops! desculpe! pisei no teu pé, não foi? desculpe...
sim! e quanto a famosa esquina onde o vento fazia a curva... bem, o que encontrei mesmo foi um monte de bêbados demarcando território, assim mesmo como os cachorrinhos costumam fazer...
é aí mesmo onde moro!

3 comentários:
Que legal! Eu conheço esta história, mas agora está mais bonita e elaborada. Dançou sim e vc não pisou no pé. Boas Festas e seja feliz! Beijo
OI menina. belíssimo texto.
beijos
tudo de bom pra você
Cafundó, cafarnaum, caixa-pregos, fim do mundo, deus-me-livre. Não importa a latitude, nem a longetitude, com a leveza dos seus escritos pode usá-los como um tapete voador. E ir para onde quiser, e dançar aonde bem entender. A propósito, se algum dia aterrisar pelas bandas do condado, seria o mais feliz dos mortais se me concedesse a honra de dançar com você.
Depois de uma pausa, estou de volta.
Um beijo e feliz 2009!
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